Acabei de voltar do XXII Congresso de Cardiologia da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo; para mim um dos mais importantes eventos de ciências médicas do país.
Temas muito relevantes, palestrantes sensacionais e um enorme avanço nas considerações médicas relacionadas o estilo de vida, como um dos fatores preponderantes para a determinação do caminho da saúde ou da doença.
100% das apresentações que assisti colocaram o exercício físico como um dos principais agentes de modificação dos prognósticos das doenças crônicas não transmissíveis.
O EXERCÍCIO É REMÉDIO, mesmo!
Como qualquer remédio o exercício precisa estar adequado às necessidades de quem o receberá e para isto temos que saber escolher a melhor opção para cada indivíduo.
Nossa responsabilidade está em embasar a prescrição individual desde a escolha do exercício até a dosagem correta baseados na anamnese bem detalhada, interpretando os resultados dos testes físicos realizados e histórico de saúde para potencializar os efeitos benéficos do exercício, reduzindo ao máximo os possíveis “efeitos colaterais”.
Em nosso caso apesar dos efeitos colaterais do exercício dificilmente serem fatais, pois normalmente estão mais relacionados a lesões músculo esqueléticas, não podemos achar que isto é pouco, ou desprezível e temos que buscar a prescrição segura para evitar que um simples exercício possa evoluir para situações mais sérias e indesejadas.
Estamos cada vez mais próximos de uma real integração com a medicina, o que é ótimo!!!
Vamos criar uma série de “posts” com assuntos relacionados a este tema para orientar as bases de uma boa prescrição.
Até breve!
Patricia Lobato
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